domingo, 1 de janeiro de 2012

SEMELHANÇAS ENTRE A IGREJA DE LAODICÉIA E A IGREJA ATUAL

(Texto Base: Ap 3. 14-22)

INTRODUÇÃO:
As sete cartas às Igrejas da Ásia menor representam sete períodos da historia da Igreja, desde o seu período inicial em pentecostes, onde temos por representação desse período a carta à igreja de Éfeso  até a carta à igreja em Laodicéia, que representa a geração atual. Isso pode ser identificado no fato de Jesus se referir ao que já tinha revelado João, acerca das sete cartas, como algo que "haveria de acontecer" (Ap 4. 1). Descrevendo assim uma realidade profética para a Igreja de toda esta era da graça, e não somente se referindo como simples igrejas da época, pois, havia ainda outras tantas igrejas na Ásia naquela mesma região, e acho que se fosse referente aquelas igreja apenas, não haveria tanta ênfase a elas como se têm em seus primeiros 3 capítulos. No entanto caros irmãos, mesmo que vocês não concordem com esta linha de pensamento, é fato que a igreja atual se parece em muito com a igreja em Laodicéia. E como tal podemos apontar algumas dessas semelhanças.

I- Uma Igreja que começou bem mas que estava mal (Cl 2.1 / 4. 13-16).
1. Podemos perceber nas palavras de Paulo um certo prazer ao se referir á Igreja que está em Laodicéia, certamente por ser uma igreja bem estruturada e fervorosa.
2. A igreja desses últimos dias (tomando por base no inicio do século XX) começou muito bem, tendo herança dos despertamentos espirituais do final do século XIX com a busca pela santidade e por mais do poder de Deus, derivando em grandes despertamentos tal como o de Gales em 1905 e o de Azusa em 1906.

II- Uma Igreja Morna (Ap 3. 15).
1. Agua morna é agua fria misturada com agua quente. O morno é um ponto de ligação entre frio e quente A igreja de Laodicéia era uma igreja misturada. E a mistura consistia entre os valores frios do mundo e os valores quentes da fé Cristã. Sendo assim, um crente morno é uma ligação entre o mundo e a igreja.
2. É muito comum hoje em varias comunidades, mistura, o pecado é relativizado e é feito como está em Isaías 5. 20, ao mal chamam bem bem e ao bem chamam mal, ou seja ao pecado dizem que é certo e ao certo dizem que é errado.

III- Uma igreja rejeitada e reprovada por Deus (Ap 3. 16).
1. Deus odeia mistura no meio do seu povo. Isso podemos ver em vários textos tanto do antigo como do novo testamento onde Deus castigava o seu povo por ter se deixado influenciar por culturas pagãs (Jz 2. 12-14 / Ne 13. 23-29).
2. Deus tem nojo, vomita, rejeita e reprova, aos que se misturam com o mundo (Rm 12. 1 /2 Co 6. 14 / Tg  4. 4 / 1 Jo 2. 15 e 16).

IV- Uma igreja que ama a prosperidade e as riquezas mas que necessita de valores espirituais (Ap 3. 17-18a).
1. Laodicéia tinha recursos financeiros definido por uma grande quantidade de bancos onde o ouro percorria a vontade e esse materialismo invadira a igreja.
2. A igreja atual é misturada com o materialismo do mundo e isso é manifesto através da teologia da prosperidade que incentiva aos crentes manter seu coração nas riquezas materiais, esquecendo-se do que disse Jesus, onde esta o vosso tesouro aí está o vosso coração (Mt 6. 21).

V- Uma igreja que não ama a santidade (Ap 3. 18b).
1. As vestes servem para esconder a nudez, que é tida como vergonhosa. Isso aponta para a indecência, para a falta de pureza, por ter se contaminado e entregue a devassidão e ao pecado em qualquer sentido (Gn 3. 10).
2. É muito comum na igreja atual a doutrina da santidade ser banalizada. Em alguns lugares ela é reduzida ao legalismo e em outros ao liberalismo. Portanto é necessário equilíbrio e entender que é preciso ser santo não só nas vestes, mas também no caráter "Sede santos em TODA vossa maneira de viver" (1 Pe 1. 15).

VI- Uma igreja que esta cega para sua própria realidade (Ap 3. 18c).
1. Deus está usando seus servos mas as suas exortações não estão sendo ouvidas. Estamos como os filhos de Eli, que eram repreendidos mas estavam cegos quanto a sua impureza diante do Senhor (1 Sm 2. 25).

VII- Uma igreja que colocou Jesus para fora (Ap 3. 20).
1. Ah que realidade terrível! Jesus foi colocado para fora da igreja de Laodicéia, ou seja, o lugar dele foi ocupado por outrem.
2. Assim está a condição da Igreja atual. Jesus está sendo substituído pelo homem. o centro das atenções não está sendo mas Jesus. Por isso que não vemos mais milagres como antes pois o espirito veio para testificar de Jesus e se nós estamos substituindo Jesus pelo homem a voz do Espirito esta sendo silenciada. Por isso o apelo, "Quem tem ouvidos ouça o que o Espirito diz às igrejas!"

CONCLUSÃO:
Mesmo diante deste quadro caótico de impureza e mundanismo, existe uma esperança. Se abrirmos a porta de nossos corações Jesus tomará o seu lugar e vai tornar a ter intimidade conosco em uma ceia de comunhão e amor.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

PREGAÇÃO PENTECOSTAL EXPOSITIVA

Por George O. Wood

O que É Pregação Expositiva?

Pregação expositiva é tomar um trecho das Escrituras (um versículo, um parágrafo, um capítulo, um livro) e responder a duas perguntas: (1) O que disse? e: (2) O que diz? Ao responder a essas duas perguntas, o assunto, os pontos principais e o subpontos da mensagem são regidos pelo próprio texto. Na pregação temática, o pregador pode escolher seu esboço. Na pregação textual, os pontos principais são regidos pelo texto, e o pregador pode colocar entre os pontos o que quer se sinta levado a colocar. Entretanto, na pregação expositiva, o texto rege inteiramente o conteúdo da mensagem: não se tem liberdade de buscar ou escolher o que se quer enfatizar ou deixar passar. Vamos considerar as duas perguntas acima. Para pregar expositivamente, devo responder a ambas.

A primeira pergunta – “O que disse?” – envolve exegese e hermenêutica. Quero entender da melhor maneira possível o que cada palavra ou frase significativa para o escritor bíblico, para o povo de Deus a quem essa palavra foi primeiramente dirigida. Para isso, sirvo-me de dicionários, léxicos, concordâncias, comentários bíblicos, ou seja, qualquer coisa que me chegue às mãos para melhor entender o texto. Na grande maioria das vezes queremos passar por alto a difícil tarefa de realmente compreender a Escritura, a fim de imediatamente passarmos a aplicação. Essa é uma das razões por que certos trechos difíceis das Escrituras (como Levítico) são frequentemente deixados de lado.

Entretanto, nenhum sermão está completo se tivermos respondido apenas a primeira pergunta. Também devemos considerar: “O que diz?” Em outras palavras, tenho de passar da exegese para a aplicação. De que forma essa clássica Palavra viva se relaciona com as necessidades contemporâneas das pessoas a quem pregarei? Pregar sempre implica em se ter um pé plantado firmemente na exegese e o outro na aplicação. Os sermões serão secos como o deserto se forem somente exegéticos. A exegese apresenta o que a Escritura disse para as pessoas da época em que foi escrita; a aplicação mostra o que ela diz para as pessoas dos dias de hoje.

Não poucas vezes, uma congregação foi colocada para dormir por um sermão que nunca foi bem-sucedido em ressaltar o imediatismo das experiências cotidianas. O sermão torna-se em lição de história muito árida e tediosa. Entretanto, sermões que negligenciam a exegese em favor da aplicação eventualmente produzirão uma congregação biblicamente analfabeta, presa fácil dos falsos ventos de doutrina e dos vendavais da adversidade satânica. Em geral, se um sermão deixa de despertar interesse, inspiração ou desafio, é porque uma ou ambas as perguntas não foram devidamente respondidas pelo pregador. Philips Brooks, o grande pregador americano de outra geração, assim se expressou, com muita propriedade: “Nenhuma exortação para uma vida melhor, que não esteja fundamentada em alguma verdade tão profunda como a eternidade, pode atingir e prender a consciência [grifo nosso]”.

Paulo ordenou que Timóteo conservasse “o modelo das sãs palavras” (2Tm 1.13). Essencialmente, Paulo estava dizendo que seguia um sistema de ensino, que seus métodos de pregação e ensino não consistiam de porções de informações isoladas e exortações espirituais dispersas. Qualquer pessoa só tem de ler os escritos de Paulo para detectar o quanto são bem-ordenados. No estudo bíblico, o crente não mostrará sensatez se optar pelo método do “pula-pula”. Se, um dia, o crente lê um capítulo de Romanos, no outro, passa para um trecho de Apocalipse e, no seguinte, vai para o livro de Êxodo, permanecendo nesse procedimento aleatório por longos períodos de tempo, realmente não estará tirando nenhum proveito. Imagine estudar um manual de língua estrangeira, de história ou de ciência nesse padrão ametódico! O estudo da Bíblia não dispensa os mesmos princípios aplicados ao estudo de outros assuntos.

Se os comentários acima são verdadeiros no que tange ao estudo pessoal, também se aplicam à pregação. A minha pregação rege a exposição sistemática da verdade?

Estou produzindo um modelo das sãs palavras? O que aconteceria se um operário da construção civil tentasse construir uma casa assentando os tijolos em lugares desconexos, em vez de ajuntá-los adequadamente? Com muita frequência nossos sermões, semana após semana, são tijolos sem nenhuma relação uns com os outros. Não deveria haver uma relação entre os sermões da semana passada e os desta? Ou os do mês passado e os deste? Ou mesmo os dos últimos anos e os deste?

Alguns acham que seguir um plano de sermões, no qual o pregador leva semanas ou meses para sequencialmente levar o rebanho através de um livro da Bíblia, está na verdade inibindo o Espírito Santo. “Você não está descartando a direção do Espírito?” perguntam eles. Não, de forma alguma, a menos que sua visão do Espírito signifique que tudo o que Ele faz deva ser instantaneamente, espontâneo. Eu creio que o Espírito Santo pode me dar direção para uma série completa de estudos tão facilmente quanto para uma única mensagem. Mas nunca devo ser inflexível. Se, no meio de uma série de estudos, o Espírito Santo colocar em meu coração alguma palavra especial, não hesito em interromper a série.

Como Fazer Sermões Expositivos

Agora vem a questão crítica. Você quer pregar sermões expositivos. Mas como fazê-los? Deixe-me levá-lo ao longo desse processo, utilizando uma das passagens mais familiares da Bíblia: Mateus 28.18-20. De fato, esse texto é tão familiar, que muitos nunca chegam a pregar sobre ele.

[...] Exige-se que os pregadores expositivos incluam todas as palavras do texto em seus sermões. Mateus 28.18-20 concentra-se em assuntos mais inclusivos do que no fato de “ir” ou para onde devemos ir.
Lembra-se da primeira pergunta sobre os preparativos de uma mensagem expositiva? O que o texto disse? Para responder a essa pergunta devemos fazer boa exegese. Contudo, não comece sua exegese correndo comentários. O pregador expositivo deve primeiro estudar o texto apenas com a Bíblia na mão; sem comentários ou ferramentas de ajuda de qualquer tipo.

É importante que você comece a formar uma opinião sobre a passagem. O que o texto está dizendo? De que forma o Espírito Santo pode ajudá-lo a entender o texto novo? Que partes parecem chamar mais sua atenção? O que você não compreende? Onde estão os substantivos? Os verbos? Os adjetivos? Os advérbios? Qual o pensamento principal da passagem? Quais os subtemas? Não custa escrever sua própria paráfrase do texto.

[...] Durante esse embate inicial e direto entre você e o texto, comece a se perguntar: Como esboçarei estes versículos? Que título parece mais apropriado?

Passe pelo menos uma hora sozinho com o texto antes de consultar seus recursos de estudo bíblico. Se, é claro, você sabe o grego ou hebraico, gaste esse tempo no texto original obtendo as nuanças da linguagem bíblica. Você não deve começar a examinar os comentários até que o próprio texto fique incrustado em seu espírito.

Depois, sirva-se dos recursos: dicionários, concordância, tradução interlinear, paráfrases e outras versões, estudos por palavras, comentários bíblicos. Não permita que seu repertório de comentário seja escasso. Alguns cometem o erro de confiar quase exclusivamente em um ou dois comentários, e seus sermões passam a ser apenas um rearranjo, uma nova apresentação do que aquele estudioso disse. Nunca tento usar menos do que sete ou oito comentários sobre qualquer texto. Isso assegura que estou tirando conclusões de múltiplos pontos de vista, alguns dos quais em nada me ajudarão, mas preciso da multiplicidade de informações para corretamente compreender o texto. Tenho de resistir ao impulso de passar depressa para a aplicação do texto, sem primeiro me envolver em todo o processo de exame.

À medida que você explora cuidadosamente a mina do texto de Mateus 28.18-20, começa a notar os temas principais. Eles se sobressaem. No versículo 18, Jesus faz uma declaração muito surpreendente. Nos versículos 19 e 20a, dá uma ordem. E na última frase do versículo 20, faz uma promessa.

Portanto, um sermão expositivo será desenvolvido nessa estrutura, dentro do próprio texto. Lembre-se: é sempre o próprio texto que deve reger o esboço. A pregação expositiva não dá licença para o pregador forçar ideias no texto. Deve-se permitir que o texto fale por si mesmo. Quando você se concentrar nos aspectos exegéticos do texto, comece a notar algumas coisas que se destacam, como por exemplo, a palavra “todo”. No texto da versão ARA [Almeida Revista Atualizada], a palavra “todo” (em suas declinações) ocorre quatro vezes: “toda a autoridade [ou poder]“, “todas as nações”, “todas as coisas” e “todos dos dias”. Bem de acordo com o texto grego subjacente, onde o vocábulo “todo” (da raiz grega pas) ocorre quatro vezes: “toda a autoridade”, “todas as nações”, “todas as coisas” e “todos os dias”. Quando percebi isso, disse comigo mesmo: Esta é repetição importante. Isto precisa ser incluído na mensagem. Mas como?

Minha exegese também me leva a focalizar nos conectivos. Primeiro, Jesus proclama ter autoridade. Depois, emite uma ordem. E, no fim, faz uma promessa. Tudo isso não está relacionado? Sua autoridade não serve de escora para a ordem? Jesus nos enviaria para uma missão que não tivesse esperança de sucesso? Por conseguinte, nossa responsabilidade não está associada ao sucesso de sua própria missão? A menos que Ele tenha autoridade, não temos responsabilidade. Mas somos enviados a fazer sua obra por nossa conta? Não! Com a comissão, temos também a garantia: Ele estará conosco.

Percebe o que estamos fazendo? Estamos trabalhando com os conectivos. Às vezes, um sermão contém um esboço simples: pontos um, dois e três. Não obstante, o pregador nunca conecta os pontos. Se temos o ponto um, de que maneira se relaciona com o ponto dois? E com o ponto três? Você quase sempre pode dizer está conectando os pontos, se está silenciosamente inserindo entre eles as palavras “portanto” ou “porque”. Por exemplo, nesse texto, Jesus tem autoridade. Portanto, temos responsabilidade quanto a essa autoridade. Porque temos responsabilidade, necessitamos de sua presença, e devemos cumprir o que mandou fazer.

Procure seguir o fluxo lógico que o próprio texto proporciona. Quando Deus fala, como apresentado na Bíblia, Ele não gagueja. As palavras não são dadas em ordem aleatória, mas na seqüência certa. Há um propósito e método na revelação divina. Busque-os e proclame-os!

Ainda estamos trabalhando na exegese: “O que o texto disse?” Em meus estudos, comecei a notar que quatro verbos dominam o meio de Mateus 28.18-20. Em português, na versão ARA, dois dos verbos estão no imperativo, ou seja, são ordens: “ide” e “fazei discípulos”. E os outros dois verbos estão no gerúndio: “batizando” e “ensinando”. Em princípio, isso nada significa para o desenvolvimento do sermão; simplesmente tomo nota.

Quando consulto o texto grego, descubro que apenas um verbo está no imperativo: “fazei discípulos”. Os outros três estão todos no gerúndio: “indo” (ou quando fordes” ou “tendo ido”, “batizando” e “ensinando”) [Aqui, o Novo Testamento Interlinear é imprescindível para quem consegue pelo menos consultar o dicionário grego e uma chave linguística grega]. Não tenho ideia do que planejo fazer com essa descoberta. Terei de pensar um pouco sobre isso e trabalhar mais extensamente nos comentários. Você frequentemente experimentará esse mesmo fenômeno ao preparar seus sermões.

Durante todo o tempo em que estou estudando, estou tomando notas. Entrementes, só tenho páginas cheias de anotações. Meu estudo exegético está concluído. Acho que atingi um entendimento positivamente acurado do significado das palavras. Agora chegou o momento de desenvolver o sermão e começar a responder a segunda pergunta: “O que o texto diz?”

O que o texto diz?

Como faço para que esses versículos saltem da página aos corações das pessoas a quem ministro? Isso é obra do Espírito Santo e também minha responsabilidade. Tal esforço não terá êxito sem oração. Por conseguinte, fundamental em todo o estudo é o ato e a atitude de oração: “Senhor, ensina-me primeiro o que esta passagem está dizendo para mim, e depois abre-a aos corações do povo”.

[...] Portanto, as três coisas que requerem mais trabalho no preparo do sermão, depois da exegese, são: o título e a introdução da mensagem [...], o assunto [...] e a conclusão [...].

Os pregadores expositivos diferem em qual dos itens acima se ocupam primeiro no processo de preparação do sermão. Alguns, como os advogados, preferem começar com o rascunho do sumário ou da conclusão. Outros dão as primeiras atenções à introdução, tratando-a como a nascente do fluxo do sermão, acreditando que o restante da mensagem seguirá o canal iniciado pelas palavras de abertura. Quase sempre, me concentro primeiro na formação do assunto e no esboço.

[...] Dentro desse processo ou em sua conclusão, procuro cristalizar a mensagem em um título apropriado. Por exemplo, é difícil dar um título a Mateus 28.18-20 que não seja “A Grande Comissão”. Esse é o nome dado ao longo do curso da história cristã. Talvez, para causar impressão, pudesse ser tentado uma variação: “A Grande Co-Missão”. Você pode escolher um título mais criativo ou contemporâneo. Entretanto, evite títulos que prometam mais do que possam cumprir, ou que induzam ao erro, ou que desvirtuem o conteúdo do texto.

Empregando o título histórico, passo a imaginar: O que há de tão grande acerca da Grande Comissão? Em outras palavras, por que foi inserida a palavra “grande”? O termo “grande” não aparece no texto em si. Quanto mais refletia nessa questão (e a preparação de um bom sermão exige que você faça considerável oração, meditação e reflexão), mais percebia que o próprio texto a respondia. A grande comissão é grande porque contém uma grande proclamação, uma grande responsabilidade e uma grande garantia! E aí está: tanto o assunto quanto o esboço apresentados em uma única sentença. Posso usá-la durante todo o sermão!

Na introdução, posso perguntar: “Por que chamamos essas palavras de Jesus de ‘A Grande Comissão’?” Em seguida, a parte central do sermão responde à pergunta. Primeiro, porque faz uma grande proclamação: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra” (ARA). Segundo, porque acarreta uma grande responsabilidade: “Fazei discípulos” (ARA). E, terceiro, porque nos dá uma grande garantia: “Eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (ARA). Na conclusão, retorno a estes temas. Você já aceitou a proclamação de Jesus? Já agiu de acordo com a responsabilidade dada? Está plenamente certo da garantia que Ele nos prometeu?


Para mim, o título, o assunto e a conclusão servem mais ou menos como as figuras de um livro de colorir. Não posso pintar as gravuras, a menos que veja os seus contornos. De maneira cuidadosa e metódica, começo a rabiscar minhas notas para a mensagem. No topo da página, escrevo o título: “A Grande Comissão”.

Depois, vem um parágrafo chamado “Introdução”. Na pregação expositiva, o objetivo ordinário de todas as introduções é pôr o texto nas pessoas e as pessoas no texto. Uma maneira simples de resumir uma introdução à Grande Comissão é observar que, no Evangelho de Mateus, essas são as últimas palavras de Jesus ditas aos discípulos, sendo também suas últimas palavras para nós. Foi essa a mensagem que comissionou os discípulos, e é também a nossa. Se as últimas palavras pronunciadas por um ente querido antes de morrer são importantes, quanto mais as últimas palavras do Cristo ressurreto!

A partir disso, a primeira ênfase principal se desdobra: “A grande proclamação”. Se você fez o trabalho exegético no contexto maior do Evangelho de Mateus, será instantaneamente levado a Mateus 4.8-10, onde Jesus, no início do seu ministério, rejeitou a oferta do diabo de “todos os reinos do mundo e a glória deles”. Você fará ver que Jesus, no fim do seu ministério, não poderia ter feito tal proclamação se no começo tivesse cedido à tentação do diabo. A mesma relação se dá em nossas vidas. O poder com Deus vem pelo caminho da obediência, resistindo às tentações do inimigo [esse exemplo demonstra-nos a aplicação pessoal do texto].

Você também quererá enfatizar a proclamação universal de Jesus. Sua autoridade se estende a todo céu (algo que o diabo não pode oferecer, visto que ele não está no céu e não tem autoridade lá) e à terra. Jesus está nos dizendo que naquele dia não teremos de prestar contas a Maomé, Buda, Confúncio ou qualquer outra pessoa. É a Jesus que daremos conta.

Eu não poderia ter alcançado esse discernimento sem ter relacionado o texto imediato a todo o texto. A pregação expositiva requer que o pregador desenvolva a passagem dentro do seu contexto: imediato (capítulo e livro da Bíblia) e geral (a totalidade das Escrituras). Somente quando fiz o trabalho de concordância com a palavra “todo” no Evangelho de Mateus, foi que me ocorreu a observação de que deveria relacionar Mateus 4.8,9 com Mateus 28.18-20. Semelhantemente, continue com o trabalho de relacionar Escritura a Escritura.

[...] O Sermão rapidamente chega a uma conclusão. Confiando na ação do Espírito Santo, procure levar as pessoas a tomarem uma decisão. Já aceitaram a proclamação de Jesus? Já admitiram a responsabilidade que Ele mesmo deu? Vivem na garantia que Ele fez? [...] É o momento em que elas podem responder à Palavra pregada, entregando-se a ela.

Meu propósito em levá-lo através da pregação de Mateus 28.18-20 é simplesmente dar-lhe uma maquete de como pregar expositivamente. Os princípios e discernimentos apresentados são aplicáveis a qualquer texto das Escrituras. Não fique surpreso se, quando começar a pregar expositivamente, venha enfrentar dificuldades. Hoje, não desejaria pregar novamente alguns dos meus primeiros sermões expositivos. Como em qualquer outra disciplina, a pregação expositiva vem mais prontamente com a prática. Mas os dividendos valem a pena!

Não há nada que influa mais dramaticamente no seu crescimento espiritual do que a concentração constante na pregação expositiva. Você receberá muito mais do que poderá dar. E as pessoas a quem você prega terão um amadurecimento espiritual mais rápido, pois em vez de ideias humanas você estará colocando a Palavra de Deus em suas vidas.

domingo, 30 de outubro de 2011

PILARES ABALADOS


INTRODUÇÃO

Eu sou novo no meio pentecostal, em relação a muitos que nasceram e se criaram nesta tão bela vertente do cristianismo moderno. Mas, ao conversar com irmãos de mais idade no evangelho eu pude perceber que o pentecostalismo está com seus principais pilares abalados. Nessas minhas conversas descobri que os pilares do movimento pentecostal moderno eram a santidade e poder de Deus.
 
Esta santidade não era baseada apenas em usos e costumes, sendo muito mais profunda do que isso. Apontava para a pureza do coração, afastamento do mundo, para a simplicidade e o viver casto. Segundo esses irmãos antigos, o povo tinha medo de pecar. Havia mais temor e devoção ao Senhor no coração das pessoas.
 
Como o povo era santo, por consequência, o Senhor fazia maravilhas no meio dele (Js 3. 5). Já ouvi relatos de muitos cultos onde haviam batismos com o Espirito Santo em massa. Nestes, Jesus batizava 30, 40, 70 ou até mais crentes. Os crentes eram mais apegados à oração e ao jejum. Nos  circulos de oração o Espirito Santo sempre se revelava por meio dos dons proféticos, e o mais interessante era que Ele já confirmava a Palavra (Mt 24. 12 / 1 Tm 4. 1), falando deste tempo de esfriamento e apostasia, que na época não estava em tanta ebulição como hoje.
 
É, mas o tempo passa e devido a algumas misturas os bons costumes vão sendo corrompidos (1 Co 15. 33), e o que era brilho se ofuscou, o que era mel se transformou em garapa!

PILAR DA SANTIDADE
 
Muitos começaram a se adaptar ao regime deste século. Alguns não queriam continuar  sendo rejeitados pelo mundo. Deixaram de ser apedrejados nas praças, por causa do evangelismo, para hoje serem aplaudidos por métodos que "ganham" o pecador, não para Jesus e sim para a forma em que foram conquistados à este tipo de evangelho. Poderia citar exemplos do que estou falando aqui, mas para um bom entendedor meia palavra basta!
 
Quero deixar claro que meu intuito aquí não é defender ou combater os usos e costumes, mas sim fazer um comparativo sobre o que era e o que é hoje.
 
As vestes de pudor foram substituídas por vestes de meretrizes. Antes as vestes da mulher de Deus era saias longas, simples, que não delineavam o corpo. Hoje, também é exigido o uso de saias, porém não importa o tamanho, seja de um palmo ou dois dedos de tecido, o que importa é que use saia. Muitas vão tão desprevenidas que usam a bíblia como resto de pano para cobrir as suas vergonhas. Se for dessa forma, melhor é que se coloque uma calça, assim estará bem mais composta.

Pelo fato do pecador ter em mente que a igreja dá jeito às pessoas, muitas esposas feridas pelo adultério tentam trazer para o nosso meio o marido infiel, ela até consegue, contudo se decepciona, pois em nosso meio existem Dalilas corrompidas pelo pecado que vêm para nossas igrejas semi-nuas, incitando a lascívia e a prostituição. Alguns jovens mesmo sem serem crentes, têm bons costumes, porém ao chegar em nosso meio acabam adquirindo outros costumes que não vão de acordo com o que os seus pais, mesmo sem o temor do Senhor os ensinaram, isso por que a santidade em nosso povo esta corrompida.
 
O temor em muitos arraiais por aí não existe mais. O povo não tem mais medo de pecar por que a palavra de Deus tem sido substituída por filosofias. A moda agora é "não tem nada a ver", nada mais é pecado. Muitas igrejas tem sido afligidas por líderes que passam a mão ocultando o erro, pois para eles "é melhor esta na igreja do que no mundo", e os membros muitas vezes vivendo o mundo dentro da igreja.
 
A doutrina da santidade nesses ultimos dias tem sido substituída pelo mundanismo!

PILAR DO PODER DE DEUS
 
Os nossos circulos de oração, pelo menos os que tenho passado, não se ora mais, e tem se transformado em abrigo de crentes sem compromisso com a doutrina, pois as mensagens são triunfalistas, e se prega apenas o que o povo quer ouvir. Ora, se já não se tem ouvido fala da Cruz e de arrependimento em cultos normais, imagina nos circulos de oração! Deus já não se revela mais, com tanta frequência. Batismo com o Espirito Santo é uma raridade. Se valoriza muito o pulo, a "marcha" e os re-te-tés da vida, mais não se busca o poder de Deus. Depois que inventaram esse negócio de campanha, ninguém quer se humilhar mais, quer só pedir, exigir e determinar ao Senhor o que Ele tem que fazer.
 
É muito fácil hoje fazer alguém chorar, pular, "dançar no Espirito" e até mesmo cair. É o que eu chamo de "Movimento Miojo", colocou um hino de fogo e em três minutos está feito o mover.

Muitos dos que se dizem pregadores não se apegam à palavra. Em lugar disso se apegam a jargões, que não passam no teste das Escrituras, que alimentam apenas as emoções e o ego das pessoas e por que também os elevará á fama. E a Palavra que é fonte de poder de Deus e Avivamento tem sido deixada de lado.

Temos muitos pregadores, porém poucos com compromisso com o Senhor. Muitos gritadores, porém poucos expositores do evangelho! O caso é mais sério do que se pensa!
 
Nosso povo não quer mais orar, não quer mais estudar a bíblia.
Isso é muito sério pois são pilares que estão sendo abalados e pouco a pouco, substituídos.
 
O poder de Deus, tendo por fonte a Palavra,  tem se apagado e se acendido o Emocionalismo!

CONCLUSÃO

Nós estamos perdendo nossa identidade. E esta não se compõe de tradições ou costumes, falo de nossa identidade espiritual. Antigamente, gostávamos de orar, e mesmo em face do anti-intelectualismo, tinhamos interesse em aprender a palavra de Deus. Pelo menos o interesse havia. Mas hoje, nem isso!
 
Que o Senhor venha nos ajudar, nesses ultimos dias, a sermos fiéis a Ele de todo o nosso coração e a termos compromisso com a Sua palavra, pois o povo é dEle, e aí de nós se os conduzirmos ao engano!

sábado, 16 de julho de 2011

Jesus é o Centro das Escrituras


Em João 1.1-4 e 14 lemos a respeito dEle: "No princípio era o Verbo (a Palavra), e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele e a vida era a luz dos homens... E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai." Por isso encontramos o Filho de Deus já no Antigo Testamento:

Jesus em cada livro do Antigo Testamento

Em Gênesis, Ele é chamado de "semente da mulher".
Em Êxodo, Ele é o cordeiro pascal.
Em Levítico, Ele é apresentado como sumo sacerdote.
Em Números, Ele é a coluna de nuvem de dia e a coluna de fogo à noite.
Em Deuteronômio, Moisés fala dEle como sendo profeta.
Em Josué, Ele é o líder da nossa salvação.
Em Juízes, Ele aparece como nosso juiz e legislador.
Em Rute, Ele é resgatador.
Em 1 e 2 Samuel vemos a Jesus como nosso verdadeiro profeta.
Em Reis e Crônicas, Ele é o nosso Senhor Soberano.
Em Esdras, Ele aparece como o homem que restaura os muros caídos de nossa existência humana.
Em Neemias, vemos o Senhor como nossa força.
Em Ester, Ele é o nosso Mordecai.
Em Jó, Ele é chamado de nosso Salvador eternamente vivo.
Nos Salmos, Ele é nosso bom pastor.
Em Provérbios e Eclesiastes, Ele brilha como nossa sabedoria.
Em Cantares, Ele é o noivo que nos ama.
Em Isaías, Ele é chamado de "Príncipe da paz".
Em Jeremias, Ele aparece como o "renovo de justiça".
Em Lamentações, Ele é nosso profeta que chora.
Em Ezequiel, Ele nos é apresentado como o homem maravilhoso "com quatro rostos".
Em Daniel, Ele é o quarto homem na fornalha ardente.
Em Oséias, Ele aparece como o marido fiel, que é casado com uma infiel (Israel).
Em Joel, Ele é o que batiza com o Espírito Santo e com fogo.
Em Amós vemos Jesus como aquele que carrega nossos fardos.
Em Obadias, Ele é poderoso para salvar.
Em Jonas, Ele está diante de nós como o grande missionário para os gentios.
Em Miquéias, Ele é o Deus encarnado (Mq 5.1).
Em Naum, Ele é mencionado como a nossa fortaleza no dia da angustia.
Em Habacuque, Ele é o Deus da nossa Salvação.
Em Sofonias, Ele se manifesta como nosso Salvador.
Em Ageu, Ele é o restaurador da herança de Deus perdida.
Em Zacarias, Ele é apresentado como a fonte aberta da casa de Davi que purifica os pecados e as impurezas.
Em Malaquias, Ele se mostra como o "sol da justiça" com a "salvação nas suas asas"(Ml 4.2).